MINERAIS

Diplomatas visitam projecto de produção de terras raras no Huambo

Cidade do Huambo - Angop
Cidade do HuamboImagem: Angop

04/04/2025 09h37

Huambo - Um grupo de 18 embaixadores acreditados em Angola visitou, esta quarta-feira, o projecto de produção de terras raras, no município do Longonjo, província do Huambo.

Os embaixadores, de países europeus e americanos, que viajaram de comboio os 64 quilómetros do CFB, da cidade do Huambo e ao Longonjo, foram acompanhados pelo governador da província, Pereira Alfredo.

O gerente de uma das empresas encarregues da prospecção Ozango Minerais, Geraldine Máquina, revelou que, em Maio próximo, inicia a construção das infra-estruturas, ligadas ao apoio à mina e a refinaria, visando o início da exploração, em 2027, principalmente de neodímio e prazeondímio, utilizados na produção de ímanes super fortes.

Os ímanes, adiantou, servem para impulsionar a transição das energias verdes, produção de turbinas eólicas, carros eléctricos e outros equipamentos electrónicos.

Em declarações à imprensa, o embaixador do Reino Unido em Angola, Bharat Joshi, considerou o projecto bastante importante e deu a conhecer que o mesmo está a ser desenvolvido por uma empresa britânica, envolvendo outras.

Sublinhou que a mina vai ajudar na transição energética no mundo, beneficiando a população local com emprego, electricidade e desenvolvimento, para Angola.

O governador do Huambo, Pereira Alfredo, disse que o projecto vai gerar oportunidades e capacidades locais, ao serviço da economia nacional e global.

Enalteceu o engajamento das diversas entidades directamente ligadas ao projecto, sobretudo as empresas e os países que têm estado a suportar a iniciativa empresarial.

O projecto de exploração do depósito de terras raras do Longonjo compreende uma mina a céu aberto, fábricas de concentração e recuperação, instalação de armazenamento de rejeitos, fornecimento de água e de energia em massa, infra-estrutura da mina, oficinas, escritórios, vila para acomodação, instalações recreativas e outras associadas.

A exploração vai envolver extracção, concentração, calcinamento e refinação química do material de escavação livre para produzir um carbonato de terras raras misto de alto valor, a ser transportado pelos Caminhos-de-Ferro de Benguela (CFB), num percurso de 273 quilómetros até ao Porto do Lobito para exportação.

As terras raras têm actualmente um consumo, em todo mundo, de cerca de 150 mil toneladas/ano, existindo cerca de 17 tipos, dos quais apenas seis são mais conhecidos, deisgnadamente neodímio, lantânio, praseodímio, gadolínio, samário e cério.

Integraram a comitiva embaixadores da Alemanha, Bélgica, Canadá, Coreia, Espanha, Itália, Noruega, Nações Unidas, Portugal, Roménia, Reino Unido, União Europeia, Eswatini e os encarregados de negócios dos Estados Unidos da América, Espanha, Holanda, Suécia e Suíça.

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