CRESCIMENTO

Executivo aposta na construção de uma economia diversificada

Ministro de Estado José de Lima Massano (Esq.) e o jornalista Carlos Rosado no Economia 100 Makas - Edições Novembro
Ministro de Estado José de Lima Massano (Esq.) e o jornalista Carlos Rosado no Economia 100 MakasImagem: Edições Novembro

04/04/2025 10h09

Luanda - O ministro de Estado para a Coordenação Económica, José de Lima Massano, defendeu, esta quarta-feira, em Luanda, que a economia angolana alcance um crescimento médio anual de cinco por cento, no sector não petrolífero.

José de Lima Massano, que falava na segunda edição do programa “Economia 100 Makas”, sublinhou que o Executivo continua a trabalhar para a construção de uma economia resiliente, diversificada e inclusiva, com foco na segurança alimentar.

Deu a conhecer que a aposta continua a ser trabalhar no aumento da incorporação de matéria-prima e mão-de-obra locais, sem perder de vista a formação e integração das cadeias produtivas.

Revelou que o stock de crédito à economia, em moeda nacional, atingiu 6,1 biliões de Kwanzas, em Dezembro do ano passado, enquanto o crédito bruto direccionado ao sector real da economia totalizou 1.6 biliões de Kwanzas, sendo 1,05 biliões de kwanzas concedido ao abrigo do Aviso 10 do Banco Nacional de Angola (BNA).

Disse que o PRODESI se consolidou como um instrumento essencial para a dinamização da produção nacional, fortalecimento da economia e diversificação das exportações, tendo reconhecido que os seus resultados demonstram progresso na redução da dependência externa, crescimento do sector produtivo e estímulo ao investimento.

Destacou o crescimento das principais fileiras agrícolas e de produção alimentar, a aprovação de seis mil 301 projectos de empresas e cooperativas, um aumento de 120,4 por cento, em relação aos créditos programados.

José de Lima Massano recordou, a título de exemplo, que o país já produz cerca de 50 mil toneladas de arroz por ano, mas a perspectiva é atingir 300 mil toneladas.

Sublinhou que continua elevada a exposição e dependência de Angola a factores externos, apesar do crescimento que se observa no sector não petrolífero, tendo recordado que o país, entre 2015 e 2017, viveu uma profunda crise financeira, económica e cambial, decorrente da quebra das receitas de exportação de petróleo, que representam mais de 90 por cento das receitas em moeda estrangeira e cerca de metade das receitas correntes orçamentais.

Enfatizou que o país sofreu uma recessão profunda, em 2020, como resultado da crise da economia e da pandemia da Covid-19, onde o sector petrolífero, que representou cerca de 30 por cento do PIB, em 2019, teve uma contracção de 6,7 por cento, em 2020.

Esta edição do “Economia 100 Makas” repartiu-se em a apresentação do ministro de Estado e a sessão de perguntas e respostas, conduzidas pelo jornalista Carlos Rosado de Carvalho, que conduziu o evento, que contou com a participação de cerca de 650 pessoas.

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