FIDA tem Usd 300 milhões para financiar projectos agrícolas


Luanda - Angola vai beneficiar, este ano, de um financiamento de 300 milhões de dólares, para investir em projectos agrícolas, afirmou, quinta-feira, em Caxito, província do Bengo, a directora Região da África Austral e Ocidental do Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA).
Segundo o JA Online, Sara Kimweri deu esta garantia no fim de uma visita de constatação à localidade de Santa Mboleia, tendo sublinhado que não está em causa o dinheiro que o FIDA vai investir em Angola, mas os benefícios do investimento que será aplicado, com o objectivo de melhorar a produção agrícola no país.
“Angola tem um protocolo de 300 milhões de dólares com FIDA, ou seja, a ideia é alargar no futuro o investimento financeiro para Angola. Queremos fazer boas parcerias com o Governo angolano”, afirmou.
Na ocasião, a chefe de departamento do Instituto de Desenvolvimento Agrário (IDA), Dulce Sacala, destacou a importância da criação de escolas de campo na região, sendo a 97 do primeiro ciclo, 43 do segundo e uma escola do terceiro. Quatro mil membros integram as escolas e recebem um crédito no valor de 149 mil kwanzas, bem como inputs agrícolas.
“Quando começamos, encontramos famílias a produzirem 100 metros quadrados. Hoje, temos famílias a cultivarem mais de 300 metros. As escolas de campo têm como finalidade o aumento da produção agrícola, cujos projectos são financiados pelo FIDA e pelo Governo angolano”, referiu.
Com quatro mil hectares de terra cultivada, a Escola de Campo Esperança do Futuro atende quatro municípios do Bengo, Dande, Nambuangongo, Piri, Quibaxi e Pango-Aluquém. Este ano, pretende colher 60 toneladas de produtos diversos.
Em declarações ao Jornal de Angola, Tina Zombo, membro da Escola de Campo do Futuro, disse que desde que iniciou o projecto agrícola muita coisa já mudou na forma de cultivar a terra.
“Antes cultivava como no tempo dos nossos pais, hoje, estamos a ver muita diferença. Estou feliz, porque noto uma grande evolução daquilo que aprendemos com os nossos pais”, recordou.