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Conselho Superior pretende criar escola para formação de magistrados judiciais

4.ª Sessão Ordinária do Plenário do Conselho Superior da Magistratura Judicial (CSMJ)
4.ª Sessão Ordinária do Plenário do Conselho Superior da Magistratura Judicial (CSMJ) Imagens: Tribunal Supremo

Redacção

Publicado às 11h50 03/04/2025 - Actualizado às 11h51 03/04/2025

Luanda - O Conselho Superior da Magistratura Judicial (CSMJ) pretende criar uma escola exclusivamente destinada à formação de magistrados judiciais, para oferecer aos cidadãos tribunais que sirvam de instrumentos para a paz social, desenvolvimento, protecção, equilíbrio e justiça igualitária.

 De acordo com notícia publicada pelo JA Online, a intenção foi manifestada, quarta-feira, em Luanda, pelo presidente do CSMJ, Joel Leonardo, durante a 4.ª Sessão Ordinária do Plenário, que contou com a  participação do secretário executivo da Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados do Brasil (ENFAM), Leonardo Peter da Silva, e do juiz desembargador do Tribunal de Justiça de Pernambuco, Sílvio Baptista Filho.

Joel Leonardo afirmou que é fundamental formar o juiz, dotando-o de sólidos conhecimentos científicos sobre como organizar os tribunais, lidar com os cidadãos comuns, com a imprensa, os intervenientes processuais e a Inteligência Artificial (IA).

Sublinhou que a criação da escola só será possível com a execução de "grandiosos" investimentos no domínio técnico e formativo. "Devemos, pois, cuidar que ingressam na Magistratura Judicial pessoas bem capacitadas tecnicamente, mas também dotadas de sensibilidades humanas susceptíveis de ajuizarem comportamentos humanos com ponderado equilíbrio psicológico e firmeza ética", frisou.

Joel Leonardo reconheceu não ser uma tarefa fácil apresentar à sociedade juízes que reúnam a maioria das qualidades inerentes ao exercício deste sacerdócio, tão-logo terminem o ciclo inicial de formação. Em face disso, enfatizou o protocolo firmado entre o CSMJ e a ENFAM, para a consolidação do diálogo jurídico internacional e a troca de saberes entre os órgãos judiciais angolanos e brasileiros.

"Os cidadãos que desejam seguir a carreira da Magistratura Judicial são obrigatoriamente submetidos, nos termos da Constituição e da Lei, a frequentarem um curso de formação inicial no Instituto Nacional de Estudos Judiciários (INEJ), findo o qual os auditores são submetidos aos rigorosos estágios nos tribunais antes do acto da tomada de posse", explicou.

Deu a conhecer que existem no país 792 magistrados judiciais, dos quais 22 juízes conselheiros do Tribunal Supremo, 109 juízes desembargadores e 661 juízes de direito, para uma população estimada em 35 milhões de habitantes.

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